terça-feira, 30 de julho de 2013

Choices -cap 1

Bom, vou lhes uma história. Mas não qualquer história, a minha história. Ela começa antes mesmo de eu nascer, entre dois irmão gêmeos. Estes irmãos nasceram na década de 50. Não me recordo o dia, mês e ano, não foi contado mais do que isso. O pai deles era um bebâdo, a mãe uma usuária de drogas. Eles aprenderam a se virar sozinhos, um completava o movimento do outro, como uma máquina. Eram praticamente iguais fisicamente, apenas os olhos os difereciavam, enquanto de um eram azuis, do outro eram verdes. Cresceram e acabaram deixando seus pais a mercê da própria sorte, já não se importavam mais. Eles eram muito inteligentes, passaram nas melhores faculdades, se especializaram principalmente em tudo que tenha a ver com substâncias. O sonho de um era curar doenças, enquanto do outro ganhar guerras. Anos se passam, eles se separam, criam seus laboratórios, que mais tarde viriam a ser os melhores do mundo, e mal se falavam. Havia um motivo por não se falarem, esse motivo foi como seria o uso das substâncias. Um queria ajudar a sociedade, criando curas que a humanidade precisava e ansiava, enquanto o outro queria armas biológicas, para ganhar guerras. Isso gerou uma briga entre os irmãos, e o afastamento já era previsivel. Casaram, enquanto o de olhos azuis teve uma filha com os olhos da mesma cor de azul, e de olhos verdes teve um filho, também com os olhos verdes. Jamais pensaram que os dois poderiam se apaixonar, e isso aconteceu. Não era aceitável isso, e foi planejado para mantarem o filho do de olhos verdes e para mantarem a filha do de olhos azuis. Mas ninguém imaginou que um fruto desse relacionamento estava para nascer. Eles morreram juntos, felizes por ter desfrutados dos poucos momentos de felicidade, e então a pequena menina, ainda dentro da barriga da mãe, nasceu enquanto ela morria. Foi então que depois de anos, os dois irmãos se falaram:
-E então? O que faremos com essa criança?-Pergunta o de olhos verdes.
-Eu não sei...não podemos deixa-la aqui para morrer.-O de olhos azuis diz, cortando o cordão umbilical e pegando a menina no colo
-E porque não?- disse com sarcasmo o de olhos verdes.
-Porque ela é NOSSA neta, e não vou deixa-la aqui.-Respondeu, de forma protetora
-Então crie ela, porque essa menina vai ser a vergonha da minha vida.- Falando isso, deu as costas para ele e foi embora. O de olhos azuis olhou a menina nos seus braços e percebeu que os olhos dela eram violetas com tons de rosa. Algo lhe disse que ela era especial, então a levou consigo, a criou. Quando ela completou oito anos, algo aconteceu, algo que mudou o mundo. Seu irmão criara uma substância, que reanimava as células do corpo humano, trazendo os mortos de volta a vida. O de olhos azuis se surpreendeu, uma centelha de esperança voltou a crepitar no seu coração, na esperança de recuperar a amizade perdida há muito tempo com irmão. Mas não era tão fácil assim, os experimentos não vinham trazendo bons resultados. Os mortos voltavam a vida, mas como animais irracionais, onde apenas um instinto básico era crucial para eles: Se alimentar. Eles ansiavam por carne, sangue. Aquelas "pessoas" não tinham mais a mentalidade de antes, não se lembravam da vida passada, só tinham a certeza que a fome chamava eles, e era preciso sacia-la. Um dia algo deu errado, a substância havia vazado nos tubos de ar condicionado do laboratório, infectando todos que ali estavam, inclusive os que ainda estavam vivos. A partir dali, começou uma pequena epidemia nos bairros, que em seguida passou para cidades, estados, países e enfim o mundo inteiro. O irmão de olhos azuis não conseguia acreditar no que havia acontecido, então tomou uma decisão: Era preciso exterminar todos. E para isso, ele precisava de um exército. Os soldados dos USA foram todos mandados para sua base e treinados ao longo dos anos. Os melhores se destacaram e foram mandados para equipes especiais. A pequena menina já estava grande, 15 anos. Ela sabia de tudo, seu vô lhe contou e ela o ajudava, mas ela não queria se manter ali, apenas monitorando através dos computadores, ela queria exterminar junto com os soldados. O avô, com medo mas querendo realizar o desejo da unica neta, criou algumas armas poderosas para ela, e inclusive substâncias para o corpo dela, essas substâncias aumentaram a força, a velocidade, apuraram seus sentidos, sua agilidade melhorou e ela acabou se tornando em uma supersoldado. Até seus 18 anos, treinou mais que todos na base, se dedicou totalmente a missão e cuidou do seu avô, que já estava velho demais para cuidar de si proprío, vivia em um quarto do qual era raro sair. A partir dos 18, ela partiu em missões, despertando o desejo dos soldados e provocando a inveja de algumas colegas. Cabelo curto e castanho, olhos violetas com tons de rosa, altura mediana e apesar de treinar muito e das modificações no seu corpo, ela continuou magra, sem parecer bombada. Tinha músculos mas não eram notados, suas pernas eram definidas mas bem levemente, ninguém diria que ela seria a melhor soldado. Passava por cada teste com facilidade, não importava qual fosse. Se era dentro de um avião, ela pilotava sem medo, se era dentro de um carro ou moto, ela era a melhor na equipe toda, se era na água, se tornava a melhor nadadora. Agua, terra ou ar não fazia muita diferença para ela, ela sempre era a melhor. Não usava os sentimentos se não fosse com o avô, matava cada morto-vivo sem piedade, sem pensar, apenas agia como uma máquina. A empresa de seu avô se chamava Blue e o do outro vô se chamava Green. Na hora que que seu vô começou a cuidar dela, não houve dúvidas: Seu nome seria Rose, por ser linda como uma rosa.
Prazer, meu nome é Rose, e essa é minha vida. Eu nunca vi o meu outro "avô", mas alimentava um ódio mortal por ele. A culpa do mundo estar assim era toda dele, e eu não teria medo em puxar o gatilho quando o encontrasse. Meu avô de verdade, aquele que cuidou de mim já não podia mais continuar cuidando de toda a base, desenvolver mais armas e supervisionar as missões, então ele passou para pessoas de sua confiança isso. Eu insisti que queria ser tratada normalmente, como qualquer outro soldado, mas tudo o que eu pedia era uma ordem na central. Se eu quisesse fazer uma missão de moto, eu iria e ninguém reclamaria. Durante o meu treinamento, a base se expandiu e se tornou uma colônia para sobreviventes e além de exterminar, nós localizávamos sobreviventes e iamos em socorro deles, trazendo-os e dando uma nova oportunidade de vida. Quando não estava fora realizando missões, estava na colônia, ajudava as mães levando o que comer para casa, brincava com as crianças e levava brinquedos que conseguia pegar nas missões e recrutava jovens, homens ou mulheres, para fazer parte da nossa equipe. Um dia, estava jogando futebol com alguns meninos, deviam ter não mais que 13 anos e escutava alguns fazendo apostas entre si se conseguiram me beijar, ri com o pensamento deles, foi então que o Erick chegou:
-Rose, missão te chama.-Ele era mais alto do que eu, tinha olhos castanhos, uma boca bem desenhada e sempre fazia a barba. Se tornou um amigo muito querido, crescemos juntos na base e ele me ajudava no que eu não conseguia, quando eu supervisionava alguns soldados novos no treinamento, ele apareceu e provou ser muito melhor que todos, não pensei duas vezes em fazer dele meu novo parceiro.
-Onde é a missão?.-Perguntei, limpando as mãos sujas de terra
-Los Angeles, resgate de um grupo de sobreviventes. Nosso radar detectou eles em uma torre, é um grupo razoavelmente grande, então acho melhor irmos no camburão e com poucos soldados.
-Bom meninos, volto depois que resolver essa missão, e Peter? - Disse, apontando para o goleiro.- Você joga muito bem, parabéns.-Ele sorriu, e rapidamente ficou vermelho como um pimentão.
-Não sabia que jogava futebol.-Erick riu
-Tem muita coisa sobre mim que você não sabe, Sr.Barba Feita.- Rindo, dando um soco de leve no braço dele. Fomos em direção ao estacionamento e mandei a liberação do camburão para a central, entrei na base e peguei o uniforme, eram uma calça e blusa preta, uma bota de salto com diversos dispositivos que com apenas um movimento seriam acionados, coloquei o cinto e comecei a fazer a escolha das armas que iria levar. Coloquei um revólver no cinto, outro na bota e mais duas munições extras, uma faca na outra bota e uma pequena metralhadora. Fui pro camburão e além de Erick, havia o Brad e a Marie. Marie já era antiga na base, mas essa era apenas a terceira missão do Brad. Olhei nos compartimentos e verifiquei se havia suprimentos suficientes, gasolina e mais armas. Havia dezenas de pistolas, algumas armas de cano longo, 5 metralhadoras e um lança-chamas. Também tinha duas caixas com munições. Erick foi dirigindo, nossa base era em Portland, Oregon então levaria 13 horas e meia até Los Angeles. Mandei Marie e Brad descansarem para o caso de precisar deles, e fomos a viagem inteira quietos. Quando Erick já havia dirigido cerca de 5 horas, paramos em um posto de gasolina abandonado, ele desceu e foi verificar as bombas, e por sorte ainda havia gasolina. Completamos o tanque, mesmo tendo gasolina dentro do camburão e fomos investigar o local. Aparentemente estava vazio, olhamos em todos os cantos vazios e acabamos pegando alguns salgadinhos. Voltamos para a estrada, mas dessa vez fui dirigindo. Erick pegou no sono e Brad acordou quando faltava apenas mais 2 horas até Los Angeles, ele ficou no volante e resolvi tirar um cochilo, quando finalmente dormi, já haviamos chegado. Paramos em um local escondido e decidimos continuar dali a pé. Brad ficou responsavél pela mochila de emergência, onde tinha primeiro-socorros, barras de cereais, agua, munição e uma pistola.
-Em qual prédio eles estão?-Perguntei para Erick, que estava com o mini tablet na mão, onde ele se comunicava com a central.
-E-Eu não sei.-Ele gaguejou nervoso.
-Como assim não sabe!? Eu não vou olhar em casa prédio de Los Angeles a procura deles, até porque seria arriscado demais.-Marie disse, demonstrando estar nervosa
-Calma, eles estão se movendo, estão em um galpão agora. Estão naquela direção.-Erick apontou para o lado esquerdo.
-Quantos quilometros?-Brad perguntou.
-Estão perto, 5 quilometros.-Respondeu
-Vamos, se ficarmos mais tempo aqui eles vão sentir nosso cheiro.-Fui andando na direção apontada. Alguns zumbis estavam pelo caminho, mas já se alimentavam, nem prestaram atenção na gente, mas quis evitar contratempos então matei todos. Chegamos no galpão e escutávamos vozes lá dentro. Contei 5 mas com certeza havia mais. Olhei para cima e no telhado tinha uma abertura, subi lá enquanto os 3 esperavam eu abrir a porta pelo lado de dentro. Estava escuro, apenas uma luz iluminava, eles estavam sentados em um círculo. Eram 5 homens e 4 mulheres. Observei cada um, eles conversavam e pareciam bem sérios. 2 dos homens carregavam armas, um loiro tinha uma pistola e um mais moreno tinha uma arma de cano longo. Entrei devagar e eles não me ouviram. Desci e me encostei em uma barra de ferro. Eles discutiam sobre para onde iriam quando resolvi revelar a minha presença
-Vocês deveriam falar mais baixo, apesar dos zumbis só se alimentarem, eles escutam e sentem cheiro.-Disse, no mesmo instante que falei, os dois com as armas levantaram e tentaram achar de onde vinha minha voz, eu estava no escuro.
-APAREÇA!.-O loiro gritou.
-Abaixem as armas.-Mandei, com calma.
-Porque fariamos isso?-O outro, mais moreno e mais baixo disse
-Porque eu to mandando e porque eu posso tirar vocês daqui.-No mesmo instante, eles abaixaram, então apareci.
-Quem é você?-Uma das meninas disse, era tinha cabelos claros  e olhos verdes, era mais alta do que eu.
-Meu nome é Rose. Trabalho para a Blue e...-Comecei a falar quando uma delas me interrompe
-Na Blue!!?? Você veio nos buscar?? Dizem que tem uma colônia lá cheia de sobreviventes e que se pode começar uma nova vida!.-Ela disse sorrindo. Ela era baixinha, tinha cabelos pretos e lisos.
-Sim, eu e mais alguns companheiros viemos buscar vocês.-Sorrio, vou até a porta principal e abro, os 3 entram e nos apresentamos. No começo estavam desconfiados, mas foram ficando confiantes.
-Agora se apresentem.-Erick disse sorrindo, percebi que Marie não parava de olhar para ele, mas não dei atenção.
-Meu nome é Aryane.-A menina que havia me interrompido se apresentou. Ela estendeu a mão e eu apertei.
-E eu sou a Daphne, irmã gêmea dela.-Uma menina muito parecida com ela se apresentou, apenas sua pele que era um pouco mais morena.
-Eu sou o Dustin.-Um cara com cabelo escuro e um bigode ridiculo se apresentou, ele parecia ser engraçado, quando estendi a mão para cumprimenta-lo, ele me surpreendeu e deu um beijo.
-Ora ora, um galanteador nos tempos de hoje é?-Disse, fazendo uma voz engraçada. Todos riram.
-Prazer, Logan.-Um cara de topete se apresentou, ele sorriu para mim e vi suas covinhas.
-Kendall e desculpa ter gritado com você.-O loiro disse, fazendo cara de culpado. Coloquei a mão no seu ombro e disse:
-Tudo bem, Kendall. Se você soubessa o que já aconteceu comigo, um grito não seria nada.-Sorri e ele me olhou sorrindo. Ele foi pro lado da Aryane e ficou segurando a mão dela. Pelo visto eram namorados
-Sou o Carlos.-O baixinho que estava com a outra arma se apresentou, tinha braços bem definidos e um sorriso lindo.
-Eu sou a Cindy.-Uma menina cumprimentou, era ruiva e tinha olhos verdes.
-Destiny.-A menina de cabelos claros que havia perguntado quem eu era se apresentou do fundo, ainda desconfiada. Quando eu ia voltar a falar, vi que faltava um a se apresentar, ele veio até mim.
-Meu nome é James.-Ele disse sorrindo. Ele tinha o sorriso mais lindo que eu já vi na minha vida, seu olhos eram castanhos esverdeados, era alto uns 20 centimentros mais alto que eu, vi seu braço todo musculoso e o charme em seus olhos. Ele poderia ser um principe de conto de fadas! Tá tudo bem, eu não sou mais criança para sonhar com um principe, já tinha dado minhas escapulidas com alguns soldados, mas ele era muito lindo. Me controlei, e apenas sorri.
continua...

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