domingo, 4 de agosto de 2013

Choices -Cap 4

-O que importa é que eu não sou.-Ele declarou, se sentando dessa vez na minha frente e me encarando, esperando eu dizer algo. Respirei fundo algumas vezes então perguntei:
-Você gosta dela?
-Ela é gostosa.-Disse, com indiferença
-Perguntei se você gosta dela, e não se ela é gostosa.
-Não. Não gosto dela, mas ela gosta de mim.
-Isso todos já perceberam, James.
-Mas não significa que só porque ela gosta de mim eu tenho que gostar dela.
-Sim, não significa. Mas não é certo dar falsas esperanças a ela. Se você não gosta, não iluda ela.
-Eu? Iludindo ela? Nunca falei que amava ela!.-Ele se defendeu.
-James, entenda a cabeça de uma garota: Ele me beijou, ele transou comigo, logo ele gosta de mim. O mundo pode ter mudado, mas as garotas continuam com esse pensamento. Bom, pelo menos a maioria.-Expliquei. Ele ficou quieto alguns minutos, pensativo. Depois virou-se para mim e perguntou:
-Você acha então que é melhor eu dar o fora nela ?
-Só se você não quiser ela. Porque se você pretende ir para colônia, te garanto que tem muita garota lá e você tem cara de pegador.-Comecei a rir e ele ficou vermelho.
-Eu apenas me divirto tá.-Ele disse baixo
-Sem problemas. Só lhe aviso que tem várias lá, muito melhor que ela.-Tá, eu quis dizer que tem eu, mas resolvi morder a língua.
-Na verdade, eu tô de olho é em outra pessoa.-Ele mordeu o lábio, o que só o deixou mais sexy do que o normal, e começou a me olhar dos pés a cabeça. Por fora eu continuava a mesma expressão, mas por dentro meu coração começou a bater mais rápido, a adrenalina se espalhou pelo sangue e eu só queria agarrar ele naquele instante. Para minha sorte (ou azar), Erick subiu e nem notou o clima rolando.
-Estão todos prontos.-
-Já? São rápidos eim. James, verifica a arma que eu te dei. Quantas balas?.-Perguntei, pegando a minha e conferindo. Estava vazia.
-Está cheia.-Ele respondeu.
-Ok, só tenho duas munições extras aqui comigo. Tem mais munição para esse arma lá embaixo, Erick?
-Tem só mais uma.
-Dá para ele. -Recarreguei a minha, e desci. Erick deu a munição pro James. Chamei todos na frente da porta principal e comecei a dizer as regras de segurança.
-Vamos estar em um grupo muito grande, então nosso cheiro será mais do que duplicado, portanto vai aparecer sim zumbis. Espero que nenhuma mutação muito poderosa apareça. Permaneçam juntos o caminho inteiro. Serão poucos quilômetros até o nosso veículo mas precisamos ser rápidos e silenciosos. Eu vou na frente e...-Procurei no grupo e apontei pro Brad, que estava com uma arma de cano longo na mão.- Brad vai atrás para eventuais problemas. Se algo acontecer, tentem ficar juntos e se formos separados tentem encontrar Brad, Marie, Erick ou eu. Vão para o camburão e esperem lá caso não achem ninguém. Gritem só em caso de emergência. Entendido?.-Todos balançaram a cabeça em sinal de positivo. Olhei as expressões de cada um. Aryane e Daphny aparentavam estar com medo, Destiny me olhava com desconfiança, Carlos tinha um sorriso no rosto e parecia preparado para tudo, Kendall apenas balançou a cabeça em minha direção, Logan e Dustin tinham sorrisos convencidos, Cindy não prestou atenção em nada pois só sabia acariciar o braço do James. James me olhou e depois se afastou dela e piscou para mim. Erick, Brad e Marie estavam sérios, como de costume.
Abri a porta e saimos para a rua. Eram meio dia no meu relógio, mas  clima estava fechado, o vento castigava os cabelos da Daphny que estavam soltos e batiam na cintura.  Marie ficou do lado esquerdo do grupo e Erick do lado direito. Fui na frente e todos estavam em silêncio. Não se escutava um barulho a não ser do vento soprando. Faltava apenas 1 quilômetro quando escuto um barulho. Parei e Cindy perguntou:
-Porque paramos?
-Shh...Escutei uma coisa.-Sussurrei. Mais alguns segundos  se passam e escuto o barulho de um motor sendo ligado, até que caí minha ficha: É o camburão. Olhei para Erick e ele falou por mim:
-Corram! Sigam a Rose!!-Quando ouvi ele dizer, sai correndo e cheguei a tempo de ver o nosso carro virar a esquina, e o motorista estar com o uniforme da Green. Olhei para trás e ainda estavam longe, tive que usar uma das minhas superhabilidades para chegar e mesmo assim não consegui. Estava sem fôlego quando James me alcançou.
-O que aconteceu?
-Roubaram o camburão, eram agentes da Green.-Balbuciei, sentei no chão tentando pensar em um plano. O grupo todo chegou depois e James explicou o que aconteceu. Brad imediatamente ligou para a central e pediu para enviarem alguém para nos buscarmos.
-Um avião pequeno está vindo para cá. Disseram que no máximo 3 horas já estarão aqui. -Ele contou.
-3 horas? Ok...-Comecei a pensar em algum lugar mais afastado para o avião pousar e nós subirmos, peguei o mini tablet do Erick e olhei os mapas. A 10 quilômetros tinha uma grande área vazia, então fiz todos me seguirem. Encontramos alguns zumbis no caminho, que preferi economizar munição então acabei com cada um com alguns golpes. Depois de 2 horas andando, percebi que eles não aguentariam muito então parei para descansarem perto de um posto abandonado. Faltavam ainda mais 3 quilômetros até o local e Erick já havia enviado as coordenadas onde o avião deveria pousar, então comecei a acelerar eles. Mas antes de sairmos dali, fomos cercados por cachorros infectados.
-Não se mexam.-Murmurei, todos ficaram parados. Os cachorros nos cercavam, eram 7. Levei a mão devagar até a arma na minha cintura, olhei para Brad e para Marie e eles já estavam em posição.
-um...dois...três...AGORA!-Gritei, fomos de encontro ao cachorros, consegui matar 2 mas um pulou em cima de mim, chutei sua barriga, fazendo-o voar por cima de mim, Brad acertou ele e mais um que vinha correndo em sua direção. Marie acabara de matar um quando escutei o grito da Cindy:
-SOCORRO!!-Um dos cachorros estava pronto para saltar na perna dela quando apontei a arma. Escutei o tiro mas não havia sido da minha arma, e sim da arma do James. O cachorro caiu mas o sangue dele foi parar na calça dela, fazendo-a gritar histéricamente. Cheguei perto dela e dei um tapa na sua cara. O falso pânico em seu rosto deu lugar para a raiva, em sua bochecha estava a marca da minha mão.
-Porque você me bateu, sua vadia?-Ela sibilou
-Eu disse que só era para gritar em emergências. Ou seja só na hora que ele ia te atacar e não depois que ele já estava morto. Agora vamos.-Dei as costas para ela, vire para James e dei uma piscada para ele. Fomos correndo e chegamos perto do local onde o avião ia pousar, olhei para o céu e vi ele se aproximar. Pousou e o piloto sorria para mim de lá, estávamos a apenas 500 metros quando escuto outro grito da Cindy.
-AHHHH SOCORRO O QUE É AQUILO!!??
-MAS QUE PORRA CINDY, JÁ FALEI PARA PARAR DE...-Quando me virei, nervosa com ela, minha voz falhou quando vi o que o dedo dela estava apontando. Um zumbi havia nos seguido e estava sofrendo Mutação. De repente vejo a Cindy começar a se aproximar dele.
-Vão pro avião. AGORA!.-Ordenei e todos foram correndo. Puxei Cindy pelo braço mas ela se desvencilhou e disse:
-Pai? Sou eu, a Cindy. Sua filha.-Olhei em seus olhos e estavam a ponto de derramar as lágrimas.
-Cindy...ele não é mais seu pai. Vamos.-Insisti, com calma. Ele se transformou então. Era uma mutação simples, como a que eu havia enfrentado mais cedo. Ele correu até ela, tentei puxa-la pelo braço novamente mas ela saiu correndo ao seu encontro. Tive que atirar no pé dela para para-la. Fui correndo até ela mas a mutação já estava perto demais, pegou ela como se fosse uma boneca de pano e arrancou sua cabeça do corpo. Escutei ao fundo gritos mas não pude distinguir, logo a mutação já havia desistido dela e olhava sua nova vitima: Eu. Corri mais que pude, mas ele era rápido. Fiz sinal para que o avião levantasse voo, James ficou na beirada com a mão estendida, faltava pouco para chegar. 200 metros. 100 metros. 50 metros. 25 metros. 15 metros. 10 metros. 5 metros. O avião já estava pairando no ar, de modo que eu pudesse entrar se pulasse, a criatura estava atrás de mim, então...
Continua...

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