domingo, 17 de novembro de 2013

Save me From the Dark-Agradecimentos

Senhor como essa fic foi longa! Eu quero agradecer as leitoras que me apoiaram desde o nyah e as que conheceram só no blog. Essa fic ajudou muito a escritora aqui,o apoio das leitoras me fez ir longe e acabei até melhorando a escrita ui ui ui!
Quero agradecer a Beatriz que foi um grande apoio e que deu a idéia de formar o blog (que chega é no email dela).
Não é meu fim como escritora,eu vou escrever logo mas em um site de fics mesmo.Não sei quando mas vocês vão saber pelo meu Twitter (@lostinloveddl) e qualquer coisa eu aviso aqui dentro do blog.
Foi ótimo cuidar de cada um dos personagens mas é hora de dar tchau :P

Xoxo,M.

Save me from the Dark- O final

Pov. Suzanne
Eu não espera por aquilo. Eu esperava sei lá,os nossos amigos gritando surpresa e no fundo uma música agitada,mas o que eu vi foi uma mesa com toalhas brancas,tinham duas velas acesas apesar da claridade do por-do-sol,o chão gramado agora tinha algumas pétalas.
—James...—Eu apenas consegui falar seu nome,eu estava sem palavras.Ele me conduziu até a mesa,antes de me sentar vi algo se mexer embaixo da toalha,pulei para trás quando Fox saiu em disparada dali.
—Ele sentiu sua falta.—James falou enquanto me acomodava em uma das cadeiras.Duas taças em uma bandeja com algo que parecia sorvete de chocolate estavam a nosso lado.
—Sorvete?—Eu disse apontando para a taça.
—Eu ia fazer brigadeiro mas acabei queimando uma panela.—Nós dois começamos a rir.
Começamos a comer sorvete e conversar,mais conversa do que sorvete na verdade.Quando dei conta já estava de noite e agora a única iluminação eram as velas.James me acompanhou pelo jardim até sua casa.
—Acho que a Marina pode esperar até amanhã.—Falei passando minhas mãos por seu pescoço.
—É,ela pode. Eu não.—Ele disse passando as mãos pela minha cintura e me segurando firme contra seu corpo.
—Me promete uma coisa?—Falei baixo apesar de não ter ninguém nos ouvindo.
—O que você quiser.—Ele disse passando os lábios vagarosamente pelo meu pescoço.
—Não me deixa,nunca?—Falei e levantei seu rosto com uma de minhas mãos,eu queria ver seus olhos.
—Eu prometo. E você?Promete?
—Nunca te deixo,prometo.—Ele levantou uma de suas mãos para pegar a minha,a outra ainda na cintura me puxou para que não houvesse espaço entre nós. Seu beijo me arrepiou como nenhum outro. Naquele momento eu soube que na ficaria entre nós,nunca mais.
~6 meses depois~
Pov. Marina 
Senti um incomodo no estômago,eu não sabia o que era:Meu garoto ali dentro chutando pro lado errado,fome,o aperto do vestido ou estar em frente a igreja. Meu pai apertava minha mão a cada 4 minutos,como uma forma de ter certeza que eu não sairia correndo desesperada. Eu não ia. Porque raios eu fugiria do meu casamento com o Carlos?
Meu vestido teve que ser um pouquinho largo para não mostrar tanto assim como estava a minha gravidez. Carlos optou por termos uma lua de mel um pouco curta para que eu não tivesse problemas quando o nosso garoto nascesse. Quando Carlos descobriu que seria um garoto,ele ficou elétrico e já queria escolher um nome.
As portas da igreja se abriram,meu coração quase voa pela boca quando vi Carlos no altar,ele ficava tão bem de smoking. A partir do momento que coloquei os pés na igreja minha mente flutuava em volta dele. Eu lembro de ter dito aceito e agradecido a todos pela presença na festa,mas todo o resto era sobre ele e como a partir daquele momento não éramos "eu e ele" e sim "nós". Assim que a festa acabou seguimos para o jatinho que ele e os meninos usavam para viajar. Nós íamos para o Hawaii,porque eu sabia que ele amava praia e ele sabia que eu sempre quis ir lá.
—Tem certeza que quer ir de jatinho? Não vai passar mal?—Carlos segurou minha mão antes de entrarmos.
—Não seja super protetor. Nosso garoto vai nascer sem medo de altura.—Falei rindo e colocando a mão sobre minha barriga.
—Eu te amo.—Ele disse colocando as mãos levemente nas minhas costas me beijando—Marina Pena soa bem para mim.
—Pra mim ficou ótimo esse nome.—Falei sorrindo.
—Por falar em nomes...—Entramos no jatinho falando sobre o nome do nosso pequeno. Eu queria Joseph,mas ele preferia Ryan. Decidimos que seria Thomas assim que aterrissamos.
~4 anos depois~
Pov Suzanne
Thomas corria e pulava na Ana Júlia,que no final das contas era uma tia ótima. Johnny ria e a abraçava e dava beijinhos na bochecha dela,agora com 16,Ana se sentia madura pra não se envergonhar.
—James,segura a Emily!—Gritei para ele e ele chegou correndo,entreguei a minha garotinha de 7 meses de idade nos braços dele.
—Carlos,Marina!Podem controlar o pestinha?Ele ta quase arrancando meu cabelo!—Ana disse com a cabeça de lado porque Thomas puxava.
—Não chama meu pequeno de pestinha!Ele é só...hiperativo.—Marina disse pegando na mãozinha do Thomas e  levantando dedo por dedo.
—Aye!Olha quem chegou!—Ashley se anunciou na porta.Seus gêmeos agarrados em sua calça jeans e Kendall ao lado.
—Essa casa não para!—Falei secando o suor na minha testa.
—Isso que dá querer casa cheia.—James disse me dando um beijo na testa.Os gêmeos correram para me abraçar.
—Kevin,Adam! É bom ver vocês,que tal brincarem com o Thomas?—Falei e eles correram até o Carlos e começaram a pular pedindo pro "Tio Carlos" liberar o Thomas.
Logan e Demi conversavam animados com Ashley e Kendall,o casal tinha acabado de descobrir que Demi teria uma garota. Me apoiei na mesa com Emily no colo,que brincava com os dedos da minha mão.
—Ligação pra você,amor.—James disse com telefone em mãos e se sentou ao meu lado.
—Põe no viva-voz.—Pedi e assim ele fez.
~call on~
—Alô?Suzanne?—Ouvi uma voz feminina no telefone,a voz dela era um pouco mais madura já do que eu me lembrava.
—Carol?É você?—Carol agora me ligava mensalmente,eu gostava de saber notícias dela,ela já tinha 11 anos.
—Sou eu. Eu só queria avisar que eu estou bem,meu cabelo ta batendo no pescoço e as sessões diminuíram assim como os remédios—Ela falou e eu sorri para James,que retribuiu.
—Isso... Isso é ótimo,Carol! E quando vai me visitar?—Falei entusiasmada.
—Logo. O Di recebeu aumento e ele já começou a separar pra pagar nossas passagens.—Di... Na ultima foto que vi ele,ele agora namorava uma enfermeira pra quem ele dava aulas,nossa amizade não era afetada por nada.
—Vem logo,eu quero te ver,pequena!—Falei.
—Eu vou logo!Agora tenho que desligar,tchau.
—Tchau,Carol.
~call off~
—Você adora essa garota.—James disse afastando o telefone.
—Lógico,se não fosse por ela eu não teria te visto naquele show...
—Nem voltado mais cedo...
—Eu teria demorado mais pra aceitar o pedido de casamento...—Eu disse e ele sorriu.
—É,eu devo meu mundo a essa garota.—James disse puxando a cadeira pra mais perto.
—Porque seu mundo? Sou só eu,ok?
— Mas você é meu mundo.—Ele disse me dando um beijo longo e calmo.
Eu superei tanto para ter tudo aquilo na minha vida. Superei meus limites,minhas tristezas e meus problemas para conseguir realizar um sonho. Não era um final feliz,porque aquilo não tinha um fim.
James se tornou a pessoa mais importante da minha vida,uma metade que eu não viveria sem,ele me salvou da escuridão e me trouxe de volta a vida. Meu mundo agora pertencia totalmente a ele,tudo isso porque eu o amo. Para sempre.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Save me from the Dark - cap 70

Pov. Suzanne 
E o avião pousou. As únicas pessoas que sabiam da viagem eram aqueles que estavam no Brasil e Ashley,eu queria dar uma surpresa a todos,então eu ia passar algumas horas na casa dela.
Antes de eu ir embora me despedi de cada um que me ajudou ali e tive uma longa despedida com Carol,que disse que ia juntar cada morrinha pra vir me visitar um dia. Carol tinha se tornado uma pessoa importante pra mim,era uma quase irmã mais nova que tinha um enorme espaço no meu coração. Contei ao Diogo que paguei as contas e ele não se impediu de se emocionar,ele agradeceu por cada coisa e eu agradeci a ele por tudo. Apesar da sua insistência em mim,seu jeito bobo tornou os dias mais suportáveis.
Peguei as malas e recebi uma mensagem da Ashley.
"Tive que expulsar o Kendall de casa pra surpresa dar certo. Seu carro está no g4 e as chaves embaixo dele atras da roda"-Ashley
Ok,a Ash não estava em seus momentos mais espertos,porque ninguém coloca a chave embaixo do carro porque é seguro. Caminhei pela garagem e coloquei os óculos escuros.Achei meu carro no lugar combinado,como eu senti falta de dirigir meu próprio carro.Me abaixei para pegar as chaves e tive uma leve lembrança da primeira vez que conheci James. Comecei a tatear o chão atrás das chaves e estava prestes a ir pro outro lado procurar a chave quando ouço vários passos atrás de mim.
—Você nunca aprende?—Um disse. Soltei um suspiro com uma risada e levantei ainda de costas.
—Vamos nos encontrar assim toda vez que eu voltar de viagem?—Falei me virando pra ver todos aqueles meus amigos sorrindo. James no meio segurando as chaves. Soltei todo o ar em mais um suspiro e o abracei forte.
—Nunca mais me deixe.—Ele sussurrou no meu ouvido.
—Eu nunca te deixei.—Falei e me soltei do seu abraço com um sorriso enorme.Olhei para um lado e Marina e Carlos estavam abraçados.
—Adivinha quem vai ser tia?—Marina disse vindo em minha direção.
—O Carlos já contou.—Eu falei,sua barriga já tinha um formato mais arredondado.
—Seu língua solta—Ela disse pra ele e ele riu,então voltou pra mim.—Pelo menos não disse que você vai ser nossa madrinha né?
—M-madrinha?—gaguejei e a ficha caiu quando olhei em sua mão—AH MEU DEUS OLHA O TAMANHO DESSE ANEL,MARINA! LÓGICO QUE VOU SER MADRINHA.
—Hey escandalosa!—Logan disse,ele estava um pouco mais atrás com as mãos no bolso enquanto Demi descansava a cabeça em seu ombro.
—Como eu senti falta de vocês,casal hollywood!—Falei apertando as bochechas dos dois,fazendo a Demi rir. Seu cabelo antes de eu ir embora não era tão...azul.
—Desculpa estragar a sua surpresa pra te fazer uma surpresa.—Ash fez uma careta pra mim.
—Ah tudo bem,só vou fazer uma coisa.—Ela ficou confusa e eu pulei nela bagunçando todo seu cabelo.
—Sua doida!–Ela falou jogando o cabelo para trás 
—Whatever,eu quero ir para casa e me jogar na cama. Poltronas de avião são desconfortáveis— falei rindo.
Conversamos um pouco mais na garagem,descobri que o pai de Marina estava de volta e tudo estava perdoado,que Ashley tinha sido promovida na f21,que Demi e Logan já tinham planos de morar juntos e que Camille tinha desistido do James e tinha ido para a Inglaterra para trabalhar em uma série ou caçar um novo namorado sei lá.
James se ofereceu pra me levar para casa e me ajudar com tudo,me despedi dos outros e entrei no carro,fomos o caminho em silêncio até eu perceber o caminho que tomávamos 
—Nós vamos para casa?—perguntei.
—Sim.—Ele respondeu com um sorriso meigo.
—Mas não para a minha casa.—completei.
Chegamos na casa dele e deixei minhas malas para trás. Ele pareceu não se incomodar com isso,na verdade estava bem sorridente.
—Fecha os olhos vai.—Ele disse rindo.
—Seu bruto!Ta bom.—falei rindo e fechei os olhos. Ele resmungou algo como se pensasse em um jeito de me testar,cruzei os braços então fui pega de surpresa a sentir seus lábios nos meus.
—Acho que voce não vê nada mesmo, e eu não sou bruto,sua bruta!—Ele disse e eu ouvi sua risada gostosa quando me grudei em seu braço. Fui guiada sem ter ideia de nada até ele puxar minha venda.

sábado, 2 de novembro de 2013

Save me from the Dark- cap 69

Pov Suzanne
Carol passou seu aniversário sonolenta mas aproveitou ao máximo o parque. Quando voltamos pra casa,Carol já estava dormindo no meu colo.
—Eu só vou deixar você em casa e nós vamos para a nossa.—Rodrigo disse.
—Ah tudo bem.—Eu disse esperando que a conversa não se estendesse.
—E sobre a conta médica...—Ele começou mas o interrompi.
—Eu já disse que eu pago,Di. Eu vou deixar tudo pronto amanhã e depois viajar.
—Viajar? Você não vai ficar no Brasil?
—Eu tenho uma vida lá,Di. Deixar ela por meses doeu muito.
—Mas você pode construir uma vida aqui,voltar a suas raízes e ficar aqui.—Eu sabia onde essa conversa ia acabar.
—Tem pessoas que eu deixei lá.
—E vão ter pessoas que você vai deixar aqui.
—Eu sinto muito,Diogo. Mas eu não posso ficar.
Paramos em frente a minha casa e me despedi dele e dei um beijo na bochecha de Carol.Eu nem lembro direito como subi as escadas,estava trombando em tudo com sono,caí na cama e adormeci.
De repente eu flutuava no nada,tudo tão escuro e quieto,até eu ver uma luz fraca,caminhei em direção a ela e ela se tornou forte,meus olhos não aguentaram e se fecharam,ao abrir James estava em minha frente,aquele sorriso encantador e os olhos mais lindos que já vi na vida,ele me abraçou com força e sussurrou "eu te amo,sempre te amei".
Acordei e pulei da cama,porque aquela droga não era real?Meu destino tinha se embaraçado tanto,porque nada pode ser simples?Me espreguicei e levantei. Eu tinha um encontro de pagamento de contas.
No carro eu arrumava toda uma papelada e alguns cheques para não ter problemas,cheguei no hospital e fui direto para a ala infantil,um médico alto e loiro me chamou. Enquanto conversávamos eu não parava de pensar em como ele me lembrava o Kendall...Talvez saudades daquele loirinho bobo.Deixei todos os tratamentos pagos e li sobre cada um deles,mal percebi que já eram 4 da tarde.Paguei e deixei tudo para a Carol.
Voltei para casa e comecei a arrumar as malas,meus avós a cada meia hora passavam e diziam que sentiriam minha falta mas entendiam.
—O amor é bom demais pra se deixar de lado.—Meu avô disse e sorriu colocando uma foto de nós três dentro da minha mala—Mas nunca esqueça suas raízes,são elas que te sustentam e te formam.
Fechei a mala ás 10 da noite e meus avós preparam um enorme jantar para nós e amigos da família. Era a minha segunda despedida,mas não tão triste como a primeira.
Pov. Ashley 
As coisas iam muito bem. Marina agora era noiva e planejava a todo momento o casamento dos sonhos,ela e Carlos logicamente não paravam também de pensar no bebê que já saberiam o sexo em poucas semanas. Logan e Demi eram um casal complicado demais,a distância era o maior motivo para separação dos casais mas aquilo apenas os fortalecia. E eu e Kendall,bom...
—Você sabe que eu ainda não desisti de conseguir o apoio do seu pai,até porque vai ser ele que vai te levar no altar quando chegar a nossa vez de casar.—Kendall disse mexendo no meu cabelo,estávamos deitados no chão.Eu desenhava a minha primeira linha da Forever 21 e ele mexia no meu cabelo que estava cada vez menos azul.
—Kendall,já é uma vitória ter o apoio da minha mãe,meu pai é problema.
—Eu gosto de desafios—Ele falou e deu um sorriso de canto,mostrando sua covinha.
—Teimoso.Mas se é o que você quer,na próxima conversa com ele eu convenço que você foi feito pra mim.
—E fui mesmo.
—Convencido.
—E você uma mandona!—Ele me puxou um pouco mais para seu colo e me virou de modo que ele me abraçava por trás.
—Pra que tudo isso?—Falei dando um riso tímido.
—Pra ter você mais perto e ver seus desenhos.—Ele falou e eu fechei o caderno na hora.
—Você não pode ver eles ainda!
—Eles são muito bons.—Ele beijou meu pescoço e senti um arrepio ao qual eu já estava acostumada.
—Eu sei,fui eu que criei.
—Olha só quem é a convencida agora!
—Aprendi com o melhor.—Falei me virando pra ele e colocando meu caderno no chão.Nossos rostos tão próximos que eu conseguia sentir sua respiração contra a minha. Dei beijos leves e tímidos que depois se transformaram em beijos mais fortes e cheios de desejo.

sábado, 26 de outubro de 2013

Save me from the Dark - cap 68

Pov Marina
Como aquilo estava acontecendo?Eu era uma garota brasileira oprimida pela mãe e com um namorado psicopata e agora quase um ano e meio depois estou sendo pedida em casamento por Carlos Roberto  Pena?
Senti um arrepio intenso na espinha e meus olhos se encherem de lágrimas,percebi que estava demorando demais a responder e tentei fazer algo sair dos meus lábios trêmulos 
—Sim...—Falei baixo de primeira,era melhor subir o tom de voz—Claro que eu aceito Carlos!Seu bobo,eu sou sua desde o momento que te vi num pôster!
—Eu te amo.—Ele disse com uma risada gostosa,eu estava fora de área.Nem percebi que algumas meninas em volta davam gritinhos e caras que eu nunca vi na vida riam e batiam palmas. Fui aninhada no abraço do Carlos,eu conseguia sentir que nada iria arruinar aquilo.
Fomos todos nós para a casa que eu costumava dividir com a Suzanne e minha mana,quando cheguei a porta estava aberta,estranho...
—Quantas vezes vou ter que dizer que eu odeio que deixem a porta aberta,Ana?É perigoso!— Eu estava prestes a dar um belo de um surto quando um homem se virou pra mim. Ele parecia conversar animado com Ana,tinha cabelos grisalhos e olhos castanhos,não parecia ter mais de 45 anos.
—Oi Marina.—Sua voz era firme e ele me parecia familiar.
—Oi...Ana quem é esse?—Eu disse tentando reconhecer aquele homem,ele me parecia MUITO familiar.
—Depois de todo esse tempo,não vou reclamar de você não reconhecer seu pai.—Assim que ele disse a ultima palavra,foi como se eu tomasse um choque,dei passos cambaleantes para trás e Carlos me segurou,me mantendo firme.
—P-pai?Como assim "Pai"?Meu pai sumiu do mapa!
—Ele encontrou fotos nossas no meu blog e eu tive contato com ele por 2 semanas.É nosso pai,Mari.Ele ta em uma cidade vizinha,ele esteve aqui do lado Pr tanto tempo e a gente nem se deu conta!—Ana correu de trás do "meu pai" para me abraçar,tomando cuidado com a barriga.
—Você ta... Grávida.—Ele disse tentando se aproximar mas eu dei mais dois passos para trás,Carlos tentou me manter ali mas eu continuei.
—E você sumiu!Deixou eu e Ana com uma doida pra fugir pra cá!Porque não manteve contato?Você é nosso pai e simplesmente sumiu por anos e agora volta de braços abertos?Bom não é assim que vai curar a ferida enorme que você deixou!—Falei e empurrei tudo que estava a minha frente e me tranquei no meu quarto.
Eu ouvia alguns "ela ta gravida","sentimentos a flor da pele" ou até mesmo "é um impacto grande".Mas eles se calaram quando ouvi passos na escada e vinha mais de uma pessoa.
—Mari?Sou eu.—Carlos estava do outro lado.
—Quem está com você?—Falei já me levantando.
—...Seu pai. Amor, tá na hora de resolver isso. E não tem melhor momento que agora.—Carlos disse e eu soltei um longo suspiro.
—Ta,mas só eu e meu pai.—Falei abrindo a porta e meu pai entrou.
—Eu tenho muitas coisas a explicar.—Ele entrou e ficou frente a mim.
—Comece por onde quiser,tenho tempo.
—Tudo bem.— Ele tomou ar e começou.—Eu deixei vocês com sua mãe por puro egoísmo,eu era um idiota que pensa mais na minha liberdade do que das minhas filhas.Quando eu vi minha chance peguei minhas malas e parti,eu passei dias nas ruas e em becos,chegou um momento que eu desisti e tentei voltar para casa,mas sua mãe se recusou a me receber. Então eu é meu senso de egoísta peguei quase todo o dinheiro da conta que tinha com sua mãe e fugi para o México—Ele pausou e olhou para mim,seus olhos cintilavam em um sinal de arrependimento.—Eu sempre pensei em vocês,mas tive medo...Medo de manter contato e ser visto como um covarde egoísta por vocês. Mas agora eu tenho vocês,finalmente. E eu espero que você me perdoe.
Ficamos em silêncio por um tempo,ele pousou a mão sobre a minha. Eu sentia meus olhos lacrimejarem e dei um meio sorriso. Eu não tinha como dizer que não o amava,ele era meu pai,e até o último momento que ele ficou comigo ele foi um ótimo pai.
—Eu te amo,pai. Te perdoo por tudo,te amo.—Falei pulando direto para um abraço,minha cabeça encostada em seu ombro como eu sempre fazia quando tinha um pesadelo e acordava. O pesadelo de não ter meu pai acabou,eu havia acordada e não estava mais em algo escuro.
Pov Suzanne 
Só faltava um dia para o aniversário da Carolina quando recebi uma ligação do Diogo dizendo que ela desmaiou e estavam a caminho do hospital. Quanto menos meu avô ia ao hospital,mais a Carol precisava ficar lá. Ela ficava zonza com os coquetéis e perdida entre terapias,era desesperador para mim,era o fim do mundo para o Diogo.
Passamos a madrugada juntos nas cadeiras de espera,nenhum de nós dormia até receber alguma notícia da Carol. 8 horas depois da entrada dela no hospital ela foi liberada para visitas. Já era seu aniversário e os médicos disseram que não passou de uma queda na pressão sanguínea,então ela não estava nos tubos ou oxigênio.
Carol estava em um quarto rosa,usado apenas para os pacientes pequenos.Ela conversava normalmente.
—Eu quero ir pra casa.—Ela falou cruzando os braços sob o peito e fazendo beicinho.
—Só quando eles liberarem,pequena—Falei fazendo carinho em seu braço.
—Mas eu trouxe uma coisa pra você.—Di tirou do bolso dois brigadeiros e um bombom rosa.Carol pegou todos eles e experimentou cada um deles devagar fazendo caras e bocas.
—E você sai ainda hoje,só falta a papelada e nós saímos daqui direto pra algum lugar comemorar seu aniversário.—Mal terminei a frase e uma enfermeira apareceu com uma papelada e chamou Diogo.
Algumas horas depois saímos do hospital,Diogo estava com uma sacola de medicamentos em uma mão e com Carol sonolenta no colo.
—Acho melhor levarmos ela a algum parque de diversões,é melhor do que fechar algum lugar pra uma festa pequena —Eu falei e ele concordou.
—Eu não sei se aguento mais esses sustos.—Ele disse.
—Isso não vai ser pra sempre—Revi minhas palavras e resolvi completar.—Ela vai melhorar.
—Como?Só nessa sacolinha foi todo o meu salário.—Ele falou desviando o olhar da estrada para mim.
—E-eu ajudo!Eu deixo pago o melhor tratamento do país e deixo dinheiro pro medicamento!
—Eu não posso aceitar,Suzanne.
—Pode sim. E se não aceitar,pouco ligo eu vou pagar do mesmo jeito!—Eu falei e uma das mãos saiu do volante para tocar a minha.
—Você é uma ótima amiga,Suzanne.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Save me from the Dark - cap 67

Pov. Suzanne 
Meu avô estava cada vez melhor e Carol cada vez mais tinha que ir ao hospital. Di tinha me avisado que eram as terapias e os check-ups que ela tinha que fazer,mas isso não tinha me acalmado. Já fazia uma semana e meia que James e os meninos tinham ido embora e faltavam 4 dias para o aniversário a Carol. Eu não queria um clima tenso na festa dela então avisei pro Di que não falaria de namoro e que era melhor esquecer tudo.
—Você ta bem?—Minha avó apareceu na porta.
—Só... Saudades.Dele.
—Suzanne... As vezes se afastar da pessoa que ama só fortalece ainda mais os laços. Vocês vão dar mais valor um ao outro . E além do mais só mais uma semana,você já tem até as passagens.
—Acho que to ansiosa com isso.—Falei me levantando.
—Você ta é com pressa de se livrar da gente,menina.
—Vó!Você sabe que eu não sou assim.—Falei abraçando ela.
—Eu sei que não. A gente te mimou demais pra você ser assim...
POV Ashley
Faltavam apenas 2 dias para os garotos chegarem,a barriga de Mari já dava sinais de gravidez e Carlos pedia notícias todos os dias. Kendall também não deixava o celular desligar,ele sempre falava que quando chegasse iria pedir algo mais sério,o que me assustava um pouco porque eu não sabia que era algo tão rápido.
~2 dias depois~
Eu e Marina nos apressamos pra chegar ao aeroporto,algumas fãs Já vetavam a área de desembarque então nos afastamos,uma gritaria e então os garotos passaram. O primeiro que vi foi Kendall,aquele olhar doce,o sorriso contagiante,as covinhas...Eu senti tanta falta daquilo.
Marina pulava do meu lado e dava gritinhos como se fosse uma fã em um m&g. Assim que os meninos colocaram as malas no carro,Logan entrou no carro e James ficou do lado de fora enquanto Kendall e Carlos vieram em nossa direção .Eu já não via ou ouvia mais nada além do Kendall,me faltou ar quando ele sorriu deixando uma covinha a mostra.
—Senti sua falta—Eu falei quando ele se aproximou e o abracei.
Depois de alguns minutos que mais pareceram horas,nos separamos do abraço e ele beijou minha testa,mal olhamos pro lado e Carlos estava ajoelhado beijando a barriga de recém grávida da Marina.
—Talvez logo logo chega nossa vez.—Ele sussurrou no meu ouvido e eu ri.
—É,um dia...—Acabamos saindo da conversa quando James se aproximou e bateu no ombro do Carlos,entregando a ele uma caixinha.
—Durante a turnê eu tive muito tempo pra pensar nisso.—Carlos começou...Eu sabia onde isso iria terminar,Kendall não sabia segurar a língua e já tinha me contado.
—O que?Carlos o que você...—Mari interrompeu a si mesma cobrindo a boca com as mãos.
—E eu acho que essa vai ser a nossa melhor decisão,se você aceitar.—Nesse momento já dava pra ouvir a respiração acelerada da Marina.—Casa comigo?

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Save me From the Dark-Cap 66

POV Suzanne
Depois de Carol tirar mais algumas fotos com os garotos eu fui levar ela de volta para casa.
—Hmm,Suzi...Obrigada—Ela falou sentada no banco de trás—Eu nunca pensei que ia realizar dois sonhos de uma vez:Ser abraçada por eles e ser wwg.
—Se é assim:De nada.Mas obrigada a você também,se não fosse você eu nem teria visto o James.—Eu falei e a vi sorrir no banco de trás.Assim que parei em frente a casa dela,o irmão dela abriu a porta.Carol falou um tchau ligeiramente e correu para abraçar o irmão,que se aproximou do meu carro.
—Obrigada,Su. Você cuidou e realizou o sonho da minha garota.—Ele disse erguendo ela nos braços e enchendo o rosto dela de beijos.
—De nada Di,e...Espera um pouquinho?–Senti o celular vibrar no bolso e atendi.
~Call on~
—Alô?
—Oi Suzanne.
—Ah oi James.–Falei meio sem graça e olhei para o Di,que já se afastava do carro.
—Eu só tenho mais 2 horas aqui no Brasil,e eu quero aproveita-las com você.
—Hmm...–Falei meio indecisa,duas horas me pareciam tão pouco tempo.
—Vou aceitar como um sim,vou te mandar o endereço por mensagem,ok?
—...Ok,James. Eu preciso desligar agora.
–Ok.To te esperando,te amo.
~call off~
Di tinha um olhar triste,eu avisei pra ele não criar esperanças.
—Suzanne,você quer um lanche?—Carol disse pulando do colo do irmão dela para a minha porta.
—Me desculpa,pequena. Mas eu tenho que ver alguém .—Pisquei pra ela e ela entendeu na hora.
—Tudo bem,se divirta.—Ela riu e correu em direção ao Di.
—Não fica com essa cara de mer...Com essa cara!Eu avisei tudo pra você de manhã.—Falei para Di,me censurando ao máximo por causa da Carol. 
—Eu sinto muito se sou esperançoso.—Ele disse.
—Eu agradeceria ter toda sua esperança  se eu não fosse comprometida.—Falei já com mãos em volante.
—E você quer que eu faça o que??
—Encontre alguém.—Falei e dei partida.
Não se passaram nem 20 minutos e começou a chover,por sorte o trânsito não estava tão intenso então não demorei muito a chegar.Algumas fãs resistentes aguentavam a chuva em frente ao hotel,parei o carro e peguei o celular.
~call on~
—Hey James.—Falei mas ouvi um barulho na hora como se pegassem o celular dele.
—Suzanne,sua sumida!—Ouvi Carlos na linha e comecei a rir.
—Roubando o celular dos outros? Muito feio!—Falei me recompondo da risada,no fundo James parecia pular no Carlos e pedia o celular de volta,provavelmente Kogan estava rindo,é.
—É importante!James,para seu retardado! Você e a Marina se consideram irmãs né?
—Sim,claro.
—Então tecnicamente você vai ser tia.
—O QUE?—Comecei a gritar,mas parei quando comecei a chamar a atenção de umas pessoas.
—É,ele vai ser pai.—James recuperou o celular.
—Ah lembrei...Será que vocês podem descer aqui?Tem várias garotas na chuva ,façam uma surpresa e eu aproveito e entro no hotel.—Eu falei e ouvi eles conversarem do outro lado.
—Claro,porque não?—James disse—Então te vejo aí embaixo.
~call off~
As garotas formaram um círculo em volta do hotel e ouvi gritos histéricos. Eles desceram. Sai do carro e arrepiei ao sentir um vento gelado.Corri e me espremi pelas garotas e entrei no hotel,5 minutos depois os garotos voltavam.James apressou o passo e me levantou em seus braços,nossos rostos se colaram e por um tempo me senti segura,num mundo onde só havia nós dois.
—Temos só uma hora antes de eu ir embora.—Ele me falou descendo do seu colo.
—A melhor uma hora da minha vida até agora,então.—Falei e sorri.
Enquanto os outros garotos resolveram ir para seu quarto,eu e James descemos para o restaurante do hotel,nós sentamos na mesa mais distante possível. Conversamos sobre tudo,ele me contou sobre a turnê e eu sobre meus avós e Carol.
—É a minha wwg de hoje?—Ele perguntou,sua mão estava sobre a minha e meu coração batia numa pulsação desregulada,parecia nosso primeiro encontro.
—Sim é ela. Ela que me convenceu a ir no show e no m&g,mas acho que você não me viu lá.
—Sim,eu vi.Não sou idiota pra não reconhecer a garota mais linda do mundo. E se eu não reconhecesse eu teria a Carol,que te entregou.
—Oh...Aquela danada.—Falei e comecei a rir.A conversa seguiu até ele olhar i relógio,ele foi tomado por um olhar triste.
—Hora de ir...—Ele falou e eu me levantei e ele fez o mesmo.
—o relógio não gosta de mim.
—Quando você volta pra mim?—Ele disse,eu nem tinha visto como o tempo tinha passado rápido.
—Mais um mês. Assim tenho certeza que meu avô está bem,e vai ser o aniversário da Carolina daqui uns tempos,uma semana depois vou embora.
—Me parece tempo demais.—Ele falou e entramos no elevador,colei meu corpo ao dele como se fossemos imãs.
—Se eu pudesse eu pularia no avião e ia com você,mas não posso.—Falei dando um beijo nele,apenas nós separamos quando nos faltou ar.
—Eu te amo.—Ele disse num sussurro.
—Eu também te amo.—Nossas mãos se juntaram e eu dei mais um beijo.
Aquela foi a despedida mais longa.No saguão do hotel nos separamos,ele foi para o carro dele para o aeroporto e eu fui para o meu. Fiquei parada olhando para aquela rua vazia e pensando. Eu aguentaria mais um mês sem ele?